A diferença central é simples: no marketplace você paga uma comissão sobre cada venda enquanto vender ali; na loja própria você não paga comissão sobre venda nenhuma — paga o custo de construir a loja e de atrair o cliente. Marketplace compensa quando você precisa do tráfego pronto e ainda não tem audiência; loja própria compensa quando você já tem clientes que voltam, margem apertada ou quer parar de entregar parte de cada venda à plataforma.
Na prática, para a maioria dos negócios o melhor não é escolher um e abandonar o outro. É usar o marketplace como vitrine de aquisição e a loja própria como o canal onde a recompra — mais barata e sem comissão — acontece. Abaixo, a conta real das taxas em 2026 e como decidir no seu caso.
A diferença, na prática
| Marketplace | Loja própria | |
|---|---|---|
| Comissão por venda | Sim, sobre cada pedido | Não |
| Tráfego | Já existe na plataforma | Você precisa atrair |
| Marca | Da plataforma | Sua |
| Dados do cliente | Ficam com a plataforma | Seus |
| Dependência | Alta — as regras mudam sem aviso | Baixa — você é dono |
Quanto o marketplace cobra de comissão em 2026
As faixas abaixo são de 2026 e variam por categoria e tipo de anúncio — confirme o percentual da sua na central oficial de cada canal antes de precificar.
No Mercado Livre, a comissão gira em torno de 10% a 14% no anúncio Clássico e 15% a 19% no Premium; desde março de 2026, o custo de logística de itens abaixo de R$ 79 passou a ser cobrado por peso e dimensão. Na Shopee, a estrutura mudou em fevereiro de 2026: o frete grátis virou obrigatório (soma cerca de 6%), o teto de R$ 100 por item acabou e há taxa fixa por item — a comissão total chega à casa dos 20%. Na Amazon, fica entre 8% e 15% conforme a categoria. Na Shein, entre 18% e 20%.
Um detalhe que muda a conta: a comissão de tabela não é o custo final. Somam-se taxa fixa por item, frete e antecipação de recebíveis — então a comissão real quase sempre é maior que o percentual anunciado. E a tendência em 2026, depois da guerra por mercado de 2025, é de alta nas tarifas, não de queda.
Então loja própria é de graça? Não — e aqui está a parte honesta
Loja própria não tem comissão por venda, mas tem custo de construção e, principalmente, de atrair gente. No marketplace o tráfego já está lá; na sua loja, você gera o tráfego (SEO, Google, redes). No começo, isso costuma exigir mais investimento. A vantagem aparece no volume e na recompra: quando o cliente já te conhece e volta, a venda na loja própria não paga comissão a ninguém.
Quando o marketplace compensa
Quando você ainda não tem audiência, está validando um produto, tem ticket baixo ou capacidade operacional limitada. É a porta de entrada mais rápida para a primeira venda.
Quando a loja própria compensa
Quando você já vende com recorrência, tem margem apertada (a comissão dói), quer construir marca e ser dono dos dados e do relacionamento. Faça a conta simples: quanto você paga de comissão por mês hoje? Em poucos meses, esse valor costuma cobrir o custo de uma loja própria — e, a partir daí, é economia recorrente.
A estratégia que a maioria deveria usar
Os dois, com papéis diferentes: marketplace para ser descoberto, loja própria para reter e ganhar margem. Não é ou, é e — cada canal fazendo o que faz melhor.
Na Dilevate, construímos a loja própria sob medida: sem comissão sobre vendas, e o código é seu. Antes de construir, entendemos como sua operação funciona — porque já estivemos do lado de quem opera. Se quiser comparar a conta no seu caso, fale com a gente.
Perguntas frequentes
Loja própria sai mais cara que marketplace?
Dá para vender nos dois ao mesmo tempo?
Quem fica com os dados do meu cliente no marketplace?
Migrar do marketplace para a loja própria faz perder vendas?
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